LEED e Energia: Até 33% da Pontuação Depende da Estratégia Elétrica
- Lux Energia
- 21 de jan.
- 6 min de leitura
Para gestores prediais e responsáveis por ativos imobiliários corporativos, a certificação LEED deixou de ser apenas um selo institucional. Ela impacta diretamente valor do ativo, atratividade para locatários, percepção de governança e acesso a capital.
Na estrutura atual do LEED - versão 5 ou V5, energia responde por cerca de 33% da pontuação total, o que torna a gestão elétrica o principal fator individual de decisão dentro da certificação. Em termos práticos, isso significa que escolhas feitas no dia a dia da operação, como contratação de energia, controle de consumo e comprovação de energia renovável, têm peso direto no nível de certificação alcançado.
É nesse cenário que o I-REC ganha relevância. Não como discurso ESG genérico, mas como ferramenta operacional para edifícios que precisam comprovar energia renovável no LEED sem depender de geração própria.

Energia no LEED Vista Pela Ótica da Operação Predial
Quando o LEED avalia energia, ele não está olhando apenas para o projeto do edifício ou para soluções tecnológicas instaladas. O foco está na operação real, sustentada por dados consistentes ao longo do tempo.
O que entra na conta, de fato, é o consumo medido nas faturas, a forma como esse consumo é gerido mês a mês e a capacidade do edifício de comprovar a origem da energia utilizada. Um ativo pode ser eficiente do ponto de vista técnico e, ainda assim, perder pontos simplesmente por não ter gestão energética estruturada ou evidências organizadas.
Para o gestor predial, isso muda o jogo: energia deixa de ser apenas custo e passa a ser variável de certificação.
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Onde o I-REC Entra na Prática de um Edifício Corporativo
O I-REC é um certificado internacional que comprova que determinada quantidade de energia elétrica foi gerada a partir de fonte renovável e injetada no sistema. No contexto do LEED, ele é utilizado quando o edifício não possui geração renovável onsite suficiente, o que é a realidade da maioria dos ativos urbanos.
Na prática, um edifício corporativo adquire I-REC a partir do seu consumo real de energia, normalmente apurado pelas faturas anuais. A quantidade de certificados precisa estar alinhada a esse consumo, respeitando período, rastreabilidade e critérios de elegibilidade do LEED.
O erro mais comum está justamente aqui: tratar o I-REC como algo pontual, comprado sem critério, apenas para “fechar a certificação”. Quando isso acontece, o risco de não pontuar, ou de ter questionamentos em auditoria, é alto.
Para Quais Tipos de Ativo o I-REC Faz Mais Sentido
O uso de I-REC é especialmente adequado para edifícios em operação, lajes corporativas, condomínios empresariais e ativos multiusuários. Em geral, são empreendimentos onde a geração renovável no próprio local é limitada por questões técnicas, regulatórias ou de espaço.
Ou seja, o I-REC não é uma solução de exceção. Ele é, na prática, o caminho mais viável para a maioria dos edifícios corporativos que buscam pontuar em energia no LEED.
Energia, I-REC e a Rotina do Gestor Predial
Um ponto crítico, e pouco discutido, é que energia e I-REC funcionam melhor quando fazem parte de um processo contínuo, não de uma ação isolada.
Quando o consumo é acompanhado mensalmente, ajustes são feitos ao longo do ano e a documentação é organizada desde o início, a certificação deixa de ser um esforço concentrado no final do ciclo. Ela passa a ser consequência natural da operação.
Essa é a diferença entre simplesmente “comprar I-REC” e gerir energia com foco em certificação.
Onde a LuxCondo Entra na Operação
É exatamente nesse ponto que a LuxCondo, vertical da Lux Energia dedicada a ativos imobiliários, atua.
A LuxCondo conecta a rotina do gestor predial com a estratégia energética do edifício. O consumo das unidades é consolidado, a performance energética é acompanhada ao longo do tempo e o volume de I-REC é definido com base em dados reais, não em estimativas genéricas.
Além disso, toda a governança documental necessária para o LEED fica organizada, reduzindo riscos, retrabalho e perda de pontuação por falhas operacionais. O gestor deixa de “correr atrás do LEED” e passa a operar preparado para certificar.
O Impacto Real Para o Ativo Imobiliário
Quando energia é tratada de forma estruturada, o efeito vai além da certificação. O ativo ganha previsibilidade, melhora sua narrativa ESG com base operacional e se posiciona melhor frente a locatários e investidores.
Considerando que até 33% da pontuação do LEED está ligada à energia, não estruturar esse tema significa abrir mão de valor de forma silenciosa.
Conclusão
Para gestores prediais, o LEED começa muito antes do formulário. Ele começa na fatura de energia, na gestão do consumo e na forma como a origem da eletricidade é comprovada.
O I-REC, quando bem aplicado, deixa de ser um item acessório e se torna um instrumento técnico essencial para viabilizar pontuação energética em edifícios reais, em operação.
Quando energia, I-REC e gestão caminham juntos, a certificação deixa de ser um projeto pontual e passa a ser resultado consistente da operação.
FAQ – LEED, Energia e I-REC
Quem pode adquirir I-REC para fins de pontuação no LEED?
Edifícios corporativos, ativos imobiliários em operação, condomínios empresariais e empreendimentos multiusuários podem adquirir I-REC para comprovar o uso de energia renovável no LEED. O ponto central não é o perfil jurídico do proprietário, mas a capacidade de comprovar o consumo elétrico do ativo por meio de faturas e medições.
Um edifício precisa estar no Mercado Livre de Energia para usar I-REC?
Não. O I-REC pode ser utilizado tanto por edifícios no mercado cativo quanto no Mercado Livre de Energia. O que o LEED exige é a comprovação da origem renovável da energia consumida, independentemente do modelo de contratação.
Como um edifício corporativo adquire I-REC na prática?
A aquisição de I-REC começa pelo levantamento do consumo real do edifício, normalmente com base nas faturas de energia. A partir disso, define-se o volume de certificados necessário para cobrir total ou parcialmente esse consumo.
Os certificados são adquiridos por meio de agentes habilitados e devem respeitar período, rastreabilidade e correspondência com o consumo, para que sejam aceitos no LEED.
O I-REC pode ser usado em edifícios multiusuários ou condomínios?
Sim. Edifícios multiusuários e condomínios empresariais são um dos principais casos de uso do I-REC. Nesses casos, o consumo pode ser consolidado por área comum ou por conjunto de unidades, desde que exista gestão energética organizada e documentação clara, ponto crítico para a pontuação no LEED.
Para quais padrões de edifício o I-REC é mais indicado dentro do LEED?
O I-REC é especialmente indicado para:
Edifícios corporativos em operação (LEED O+M)
Ativos urbanos sem espaço ou viabilidade para geração solar
Prédios com contratos de energia convencionais
Ativos que buscam pontuar em energia renovável sem intervenções físicas
Na prática, ele atende a maior parte dos edifícios corporativos brasileiros que buscam certificação.
Comprar I-REC garante automaticamente pontuação no LEED?
Não. O LEED não avalia a simples existência do certificado, mas como ele foi estruturado. Volume inadequado, período incorreto ou falta de vínculo com o consumo real podem resultar em perda de pontuação ou questionamentos em auditoria.
O I-REC substitui eficiência energética ou melhorias no edifício?
Não. O I-REC complementa a estratégia energética, mas não corrige consumo excessivo nem substitui boas práticas operacionais. No LEED, ele funciona melhor quando integrado à gestão contínua de energia.
Como a Lux Energia apoia edifícios que querem usar I-REC no LEED?
A Lux Energia atua desde a análise das faturas, definição do volume correto de I-REC, aquisição e gestão documental, até a integração com a estratégia do ativo.
Por meio da LuxCondo, a gestão energética já nasce organizada para certificação, reduzindo riscos e retrabalho para o gestor predial.
Quando o edifício deve estruturar o I-REC: no início ou no fim do LEED?
O ideal é estruturar desde o início do ciclo. Quando o I-REC é tratado apenas no final, aumentam os riscos de inconsistência documental. Integrado desde cedo, ele se torna parte natural da operação e da pontuação energética.



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